Bombeiros Voluntários de Alcabideche




 

Quatro mortos no fogo

Duas crianças e dois adultos morreram ontem num incêndio que deflagrou numa casa da Rua do Município, na Baixa de Faro. As vítimas são uma menina de sete anos, um rapaz de onze, um homem com 50 e uma mulher de 60 anos. Todas elas tinham relações de parentesco entre si, só tendo sido possível confirmar até ao fecho da edição que a senhora idosa era avó do menino de onze anos e mãe da única sobrevivente.
Cinco pessoas estavam no interior do rés-do-chão que ardeu. As quatro vítimas mortais foram encontradas na casa de banho, onde terão procurado refúgio das chamas, mas acabaram por morrer, intoxicadas pelo fumo.

Na habitação estava ainda a mãe do menino de onze anos, que conseguiu escapar para o exterior e pedir auxílio, mas já era tarde. Os corpos das vítimas foram retirados da casa cerca das 22h00, tendo sido transportados para a morgue do Hospital de Faro.

No piso superior da habitação viviam outras cinco pessoas, que ficaram com os seus pertences destruídos e tiveram de pernoitar noutro local. Duas delas – um casal de idosos – foram realojadas pela autarquia numa pensão.

O fogo, que deflagrou às 17h58, estava extinto 45 minutos depois, tendo sido combatido pelos dois corpos de bombeiros da cidade, Voluntários e Municipais, num total de 16 homens e seis viaturas.

“Ainda não sabemos quais as causas do incêndio, o que está a ser averiguado”, dizia ontem à noite, no local, o vice-presidente da Câmara de Faro, Augusto Miranda. Inspectores da Polícia Judiciária, cuja sede fica na mesma rua, estiveram no local e estão a investigar o caso.

Entre os populares circulava a informação de que as bocas de incêndio não teriam funcionado, o que o comandante dos Bombeiros Voluntários de Faro, Aníbal Silveira, desmentiu. “O primeiro ataque que fizemos foi directamente da viatura. Depois o reabastecimento para o veículo foi feito das bocas de incêndio e não tivemos problemas nenhuns. Se correu essa notícia, eu desminto”, disse o operacional, acrescentando que a operação de combate ao fogo correu de forma eficaz. “Nenhuma das casas que está ao lado incendiou. Tivemos viaturas e bombeiros suficientes”, esclareceu.

O autarca Augusto Miranda reconheceu que “aquela zona da cidade é delicada, uma vez que tem construções muito antigas, com muita madeira”. Ontem à noite ainda não se sabia se a casa ardida terá de ser demolida. A autarquia vai agora avaliar o risco de derrocada.

MÃE DO MENINO SOBREVIVEU

A mãe do menino de onze anos foi a única sobrevivente do incêndio. A mulher, identificada como Luísa, com cerca de 40 anos, estaria num quarto junto à rua, o que lhe permitiu sair para o exterior de imediato, descalça e em pijama. Terá sofrido apenas ferimentos ligeiros. Depois de assistida numa ambulância, foi transportada, por precaução, para o Hospital de Faro, onde, ontem à noite, era assistida por um psicólogo.

O menino de onze anos era filho de um chefe da PSP da Esquadra do Aeroporto de Faro. O pai, que ficou em estado de choque com a tragédia, também teve apoio de uma psicóloga daquela força policial.

A mulher de 60 anos era mãe de Luísa e vivia com a filha e o neto na habitação. Por esclarecer, ontem à noite, estava ainda a identidade do homem de 50 anos, mas tudo indica que seria um familiar que se encontrava de visita, tal como a menina de sete anos. Ao que se apurou, a mãe desta criança também terá estado ontem à noite no Hospital de Faro. Alguns moradores da Cidade Velha, onde se deu o incêndio, testemunharam os primeiros momentos da tragédia: “Ainda estive a falar com a senhora, que saiu para a rua e ela só pedia para lhe salvarem o filho”, disse Fátima Barreiros, vizinha de Luísa. Fátima recorda que a vizinha, em pânico, gritava que não sabia como o fogo tinha começado.

CHOQUE

Um dos cinco moradores do piso superior do edifício foi assistido no local por médicos e psicólogos. A autarquia providenciou o seu realojamento e o da mulher numa pensão. As outras três pessoas tinham onde pernoitar.

DESTRUIÇÃO

O número 8 da Rua do Município é uma casa bastante antiga, como a maioria das habitações na chamada Cidade Velha de Faro. As chamas destruíram totalmente o interior, apesar de a resposta ao alerta ter sido rápida. A autarquia reconhece que aquela zona da cidade é muito delicada
Autor: José Palha Publicado em: 12-02-2006 13:08:31 (1768 Leituras, Votos 375)
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