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Taxa para utilização de ambulâncias |
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O Governo açoriano anunciou ontem a criação de uma taxa única de cinco euros para os utentes transportados em ambulâncias, com excepção para as situações de emergência, acamados e inválidos.
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Com esta medida, o Governo Regional dos Açores pretende disciplinar o uso das ambulâncias – evitando situações abusivas – e aumentar as receitas das corporações de bombeiros, anunciou o secretário regional da Habitação e Equipamentos. Na tomada de posse de dois novos inspectores de Protecção Civil dos Açores, José Contente adiantou que se trata de uma medida "justa e adequada" para fazer face às solicitações crescentes do serviço de transporte de emergência no arquipélago. "Entre 2000 e 2005, passamos de 31 mil transportes de doentes e serviços para mais de 60 mil", avançou José Contente, alegando que as verdadeiras situações de emergência, bem como os utentes acamados e inválidos, ficarão isentos do pagamento da taxa. De acordo com o governante, que referiu que o pagamento deverá ocorrer no fim do transporte, a introdução da taxa "será mais um complemento à receita das associações de bombeiros dos Açores", que vai permitir "cobrir despesas com a Segurança Social". "A taxa já é aplicada no Continente há algum tempo", afirmou José Contente, assegurando que nas ilhas será cobrado um valor muito menor do que no resto do país. O secretário regional da Habitação e Equipamentos anunciou ainda que, dado o esforço acrescido dos actuais 168 tripulantes de ambulância existentes nos Açores, o serviço será reforçado com mais 25 elementos, colmatando necessidades já detectadas em algumas corporações de bombeiros. José Contente disse, ainda, que os Planos Especiais de Emergência da região, que se articulam com os Planos Municipais de Emergência, estão já em fase de aprovação e vão permitir responder com "maior eficácia" situações particulares de risco. Segundo explicou, estes instrumentos de trabalho permitem traçar cenários de riscos concretos em termos sísmicos, vulcânicos ou outro tipo de calamidades que ocorram nos Açores. Relativamente à posse dos dois novos inspectores, José Contente garantiu que a escolha dos nomes foi feita por apresentarem "o melhor perfil e currículo" para "as missões difíceis e de grandes responsabilidades". Pedro Carvalho, que exerceu funções em Santarém, foi nomeado inspector regional de bombeiros do Serviço Regional de Protecção Civil dos Açores e Luís Andrade inspector coordenador adjunto, ambos com experiência na área da Protecção Civil. |
| Autor: José Palha |
Publicado em: 06-02-2006 11:23:48 (1605 Leituras, Votos 344) |
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